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Produção industrial sobe 0,8% em agosto, maior alta para o mês desde 2014

Aumento veio após três meses de queda e foi puxado pela reação da indústria extrativa, segundo pesquisa do IBGE

01 de Outubro de 2019
13:00
Marcelo Prates/VEJA

Depois de três meses em queda, a produção da indústria brasileira voltou a crescer 0,8% em agosto frente a julho. É o melhor resultado para meses de agosto desde 2014 (0,9%). A recuperação de quase toda a perda acumulada desde maio foi puxada pela indústria extrativa, que cresceu 6,6% no mês, graças ao aumento na extração de minério de ferro, petróleo e gás. Os dados foram divulgados nesta terça-feira, 1º, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Apesar da alta em agosto, a indústria mostra perda de ritmo em relação ao ano passado, com o acumulado em 12 meses passando de -1,3%, em julho, para -1,7%. Frente a agosto de 2018, o total da indústria caiu 2,3%. Segundo o gerente da Pesquisa Mensal da Indústria, André Macedo, após o desastre de Brumadinho, no final de janeiro, essa atividade mostrou quedas de produção por três meses. “A partir de maio, algumas plantas de extração de minério que haviam paralisado a produção para fazer adequações exigidas pelas leis ambientais voltaram a funcionar”, explicou. Produtos derivados do petróleo e biocombustíveis, com alta de 3,6%, e produtos alimentícios, com crescimento de 2%, também contribuíram para o resultado da indústria em agosto. As principais influências negativas vieram de veículos automotores, que caíram 3% com a redução das exportações para a Argentina, devido à crise econômica naquele país, e do setor de vestuário, que recuou 7,4%. “É claro que agosto mostra um crescimento, mas tem a característica de estar muito concentrado em uma das quatro grandes categorias econômicas e em 10 dos 26 ramos pesquisados. Ou seja, o perfil de expansão não está disseminado para outras atividades”, explicou André. Entre as grandes categorias econômicas, bens intermediários foi a única taxa positiva, com alta de 1,4% na comparação com julho. Já o setor de bens de consumo duráveis teve o recuo mais intenso nesse mês, de 1,8%, após avançar 0,4% em julho. Os segmentos de bens de consumo semi e não duráveis e de bens de capital também assinalaram resultados negativos, ambos de -0,4%. Fonte: Veja

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