revistadestaque@terra.com.br
(67) 3384-4384

Passagem de ônibus deve ser de graça em caso de falta de troco

Medida é válida há 12 anos e foi mantida no projeto que está tramitando na Câmara Municipal

30 de Outubro de 2019
10:45
Foto: Álvaro Rezende / Correio do Estado

Usuários do transporte coletivo de Campo Grande podem pegar ônibus de graça sempre que os atendentes dos terminais ou das estações de embarque não tiverem troco. Pouca gente sabe, mas a medida existe há 12 anos em uma lei municipal e foi mantida no projeto que pretende atualizá-la. O texto já está nas mãos dos vereadores e deve ser votado em breve. A norma vale somente nos casos em que o passageiro tiver de receber menos de R$ 20, valor correspondente ao troco máximo permitido, e estiver pagando a passagem em dinheiro. Contudo, com o sistema de bilhetagem eletrônica, tornou-se comum jogar a diferença em créditos no cartão, que fica com saldo “quebrado”. Os centavos que sobram se tornam praticamente inúteis, já que para utilizá-los é preciso fazer uma recarga no valor que falta para atingir os R$ 3,95 do preço da passagem. Para a auxiliar de serviços gerais Marciele Iaren, 25 anos, a lei é novidade. “[Como está] é péssimo, porque, quando eles não têm troco em dinheiro, colocam no cartão. Não sabia sobre isso, não é muito divulgado”. O pedreiro Jailson Souza, 43 anos, afirma já ter sido barrado em terminal de ônibus por falta de troco no guichê. “Se não tem troco, você não entra, eles mandam você esperar. Não sabia disso, seria bom ser mais divulgado. Mas acho que não faz muita diferença na hora da correria de terminal”, diz. A norma também é desconhecida entre os atendentes dos guichês, onde o cartão pode ser recarregado. “Não sabia que podia fazer isso. Quando estou sem troco, coloco o valor que resta como saldo no cartão, mas, geralmente, é coisa de poucos centavos”, afirma atendente que preferiu não ser identificada. MUDANÇAS A lei que foi proposta pela prefeitura e está em trâmite na Câmara tem como objetivo atualizar as regras sobre o transporte coletivo em vigor desde 2007. Naquela época, por exemplo, ainda havia cobradores nos coletivos, função que deixou de existir com o tempo. Todos os artigos que regulavam o trabalho daqueles profissionais foram extintos. Também foram acrescentados dispositivos permitindo o uso de tecnologias no sistema. Hoje, além de conseguir comprar créditos do vale-transporte no cartão de crédito com um aplicativo de celular, o usuário também acompanha o local onde o ônibus está, sempre com a ajuda de smartphones. Quanto às novidades, o projeto traz pela primeira vez a definição do que é considerado atraso nas viagens. Pelo texto, há tolerância de no mínimo cinco minutos e no máximo dez minutos para que medidas sejam tomadas pelo poder público, caso nenhuma atitude seja feita pela concessionária para regularizar a situação. A regra só vale quando não houver justificativa para a demora. NÚMEROS Segundo informações da Prefeitura de Campo Grande, são transportadas, em média, 183.253 pessoas diariamente pelo sistema de transporte coletivo, o que dá 357 passageiros por veículo e média de 1,86 pessoa por quilômetro. No ano passado, 19.063.529 pessoas foram isentas de passagem, seja pela integração temporal, seja porque recebem gratuidade, como idosos e estudantes. O sistema conta atualmente com sete terminais de transbordo – Bandeirantes, General Osório, Júlio de Castilho, Morenão, Nova Bahia, Guaicurus e Aero Rancho –, o ponto de integração Hércules Maymone e as estações Peg-Fácil no Shopping Campo Grande, na Praça Ary Coelho e na Rua Rui Barbosa. Fonte: Correio do Estado

Matéria não encontrada!