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Chuva alivia queimadas no Pantanal, mas situação ainda é de alerta

Há risco de novos focos na vegetação por fagulhas ou raios.

07 de Novembro de 2019
21:14
Foto: Chico Ribeiro/Subcom MS

A chuva que atinge vários pontos de Mato Grosso do Sul desde quarta-feira (6) ajudou a apagar a maioria dos focos de incêndio na região do Pantanal. Contudo, bombeiros e brigadistas continuam em alerta fazendo trabalhos de rescaldo. A precipitação só resolverá o problema completamente se continuar com intensidade nas próximas semanas a ponto de encharcar o solo. Enquanto isso não acontece, novas chamas a partir de fagulhas ou raios podem se alastrar com facilidade. Foi o que aconteceu após a queda de uma descarga elétrica no Parque Estadual Várzeas do Ivinhema, segundo o tenente-coronel Waldemir Moreira Junior, chefe do Centro de Proteção Ambiental (CPA) do Corpo de Bombeiros. “No Pantanal a chuva alagou todos os focos durante a manhã. Surgiram três durante a tarde, mas a equipe conseguiu resolver”, disse ao Correio do Estado. Segundo ele, as equipes ganham nesta quinta-feira (7) reforço de mais 38 bombeiros do Distrito Federal. Eles desembarcaram no Estado durante a madrugada e estão a caminho da base de operações no Parque da Bodoquena, que atende a região do Paço do Lontra. Outra central está montada na Fazendinha, protegendo a Reserva do Rio Negro. O coordenador estadual de Defesa Civil, tenente-coronel Fábio Catarineli, disse que em breve alguns agentes que estão há mais de oito dias na mata devem voltar para casa. ESPERANÇA A primavera, embora seja a estação mais quente do ano, é marcada pela chuva, o que não aconteceu em 2019. O meteorologista Natálio Abrão, da Uniderp, diz que o período de chuva começou oficialmente ontem com pelo menos 27 dias de atraso em relação ao esperado. “Para o agricultor, isso não está nada bom”, pondera. Em Corumbá o céu amanheceu nublado com temperatura mínima de 21°C durante a madrugada. Por voltadas 9h30 os termômetros da Cidade Branca marcavam 24°C e não devem passar dos 28°C. Essa situação é bem diferente da sensação térmica de 43°C registrada no dia 31 de novembro. “A chuva nessa região começou meia-noite e durou até umas 3h, rendendo cerca de 17 milímetros. Não é uma chuva excepcional. Há uma área de instabilidade entre o oeste brasileiro e leste da Bolívia. Se tivermos mais chuva no decorrer da semana, aí provavelmente o solo absorva mais água e enchaque. Para se ter uma ideia, quando há incêndios florestais, a temperatura no chão passa °C. É difícil tirar tudo isso”, dis o meteorolgista. O tempo continua chuvoso pelo menos até domingo, conforme Natálio. “A previsão geral é de que em novembro seja restabelecido o ciclo de chuvas do estado”. Fonte: Correio do Estado

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