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União paga R$ 700 mil e prefeitura tenta retomar obras na Ernesto Geisel

Ao todo, valores atrasados já somam mais de R$ 3 milhões para duas empresas que tocam a revitalização

16 de Novembro de 2019
14:45
Foto: Valdenir Rezende/Correio do Estado

A Prefeitura de Campo Grande tenta retomar a partir da semana que vem as obras de revitalização da avenida Ernesto Geisel, que estão paralisadas desde setembro por conta de falta de pagamento às empresas que tocavam o projeto, por parte do governo federal. Ao todo, a União já deve mais de R$ 3 milhões às empresas Dreno Construções – Eireli EPP e Gimma Engenharia Ltda. Porém, na semana passada o Ministério do Desenvolvimento Regional fez um repasse de R$ 700 mil ao município para efetuar o pagamento das empreiteiras, com isso, o titular da Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep), Rudi Fiorese, espera conseguir retomar, pelo menos, uma parte da obra. “O dinheiro demora cerca de cinco dias para cair na nossa conta, então acreditamos que na segunda-feira (18) já tenhamos essa verba e com ela e mãos vamos conversar com as empresas, ver o que dá para fazer”, afirmou o secretário. O valor em atraso é referente aos meses de julho, agosto e setembro e agora está vencendo também o mês de outubro. As obras na região, segundo o secretário, estão com 60% concluídas, sendo investidos até agora R$ 29.416.122,52. A Dreno Construções ficou responsável pelo segundo e terceiro lote – que vai da Abolição até a Aquário – e a Gimma Engenharia Ltda pelo primeiro lote – da rua Santa Adélia até Abolição – e nenhuma das duas recebeu o referente a medição nos últimos três meses. O atraso contradiz a promessa do governo federal de que depois que fosse votada a reforma da Previdência Social – o que ocorreu no mês passado – os recursos voltariam a ser liberados. Na semana passada reportagem do Correio do Estado mostrava que, apesar de não haver previsão para o pagamento total dos atrasados, o secretário dizia que tinha “esperança” de que ainda este ano a construção da contenção fosse retomada. Iniciada em fevereiro de 2018, a revitalização abrange trecho de quase dois quilômetros da avenida, atravessando os bairros Coophamath, Taquarussu, Jacy e Marcos Roberto. Paredões de gabião com até 9 metros de altura foram levantados para proteger as margens da erosão e evitar o transbordamento do rio que terá drenagem, ciclovia, urbanização e recapeamento das duas pistas. A obra total está orçada em R$ 48.497.999,21 e tinham previsão de término para setembro deste ano. Em relação restante da obra, localizados abaixo da rua do Aquário, no sentido ao bairro Aero Rancho, a estabilização da margem esquerda – com placas de concreto e gabião – só será iniciada quando a Águas Guariroba remanejar o emissário da rede de esgoto instalado a margem do rio. A tubulação será removida em direção a pista, para ficar a 4 metros da parede gabião. Conforme o secretário, não há previsão para as obras começarem. A ação atende o objetivo do compromisso feito pela Prefeitura de Campo Grande com a Organização das Nações Unidas (ONU), por meio dos objetivos de Desenvolvimento Sustentável. CHUVA Na semana passada uma chuva forte acabou causando um estrago em parte da obra. Isso porque o guard-rail que fica próximo a ponte do cruzamento do a rua da Abolição deslizou por conta da enxurrada. Segundo o secretário, a terra no local não estava bem compactada ainda e por conta disso ela cedeu com a quantidade grande de água que passou por lá. Logo após o incidente, a empresa responsável pelo trecho foi acionada e já arrumou o guard-rail. Fonte: Correio do Estado

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