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Especialista vê com cautela bancos de areia em lago de parque da Capital

Areia e sedimentos já estariam no leito e não apontam para novo assoreamento

06 de Dezembro de 2019
18:00
Foto: Valdenir Rezende / Correio do Estado

Meses após a primeira etapa das obras de desassoreamento dos lagos do Parque das Nações Indígenas, em Campo Grande, bancos de areia surgiram, o que provocou questionamentos. Mas segundo o especialista em hidrologia, Fábio Veríssimo Gonçalves, a areia já estaria ali há mais tempo, mas não foi avistada antes já que o parque ficou fechado durante as obras. “A água corria por cima dessa areia, e quando se fecharam as comportas, o nível do lago desceu. E todos acham que são bancos de areia, mas não é isso”, explicou Gonçalves, que também é professor da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS). Sedimentos já começam a se acumular onde antes havia água, mas o docente acredita que seria mais prudente esperar o período de chuvas passar para recolher todo o material. “Falta manutenção, mas como está chovendo direto, precisaria dois a três dias de estiagem para fazer esse trabalho”, afirmou. SITUAÇÃO O Correio do Estado noticiou o surgimento dos bancos de areia em novembro. Na bacia de contenção, por exemplo, que forma o lago menor no parque e deságua no maior, foi possível observar o acúmulo de sedimentos. O gerente de Conservação do Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul), Leonardo Palma, afirma que o problema é resultado do assoreamento dos outros córregos que abastecem os lagos do Parque das Nações Indígenas. “Ainda há obras dentro do projeto de desassoreamento do Parque das Nações Indígenas. Essas obras serão licitadas e incluem o Córrego Réveillon, que fica nos altos da Avenida Mato Grosso, e o Joaquim Português, que vem do Parque do Prosa”. Os investimentos para a recuperação dos lagos são divididos entre a prefeitura municipal, com R$ 8 milhões, e o governo do Estado, com R$ 3 milhões. No projeto, estão incluídas a construção de um piscinão no Córrego Réveillon, obras de controle de erosão e recomposição vegetal das margens do Córrego Joaquim Português e implantação de uma comporta de regulação do nível do lago. A licitação das obras do Córrego Joaquim Português chegou a ser lançada pelo governo do Estado, mas foi retirada porque, segundo o titular da Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar (Semagro), Jaime Verruck, alguns erros precisavam ser corrigidos. Fonte: Correio do Estado

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