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Inflação da Capital é a maior para novembro em quatro anos

A alta no índice foi puxada pelo aumento em iten como carnes, energia elétrica e também gás de cozinha

07 de Dezembro de 2019
09:00
Foto: Valdenir Rezende / Correio do Estado

Campo Grande registrou em novembro mais que o dobro da inflação do mês anterior. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) aponta inflação de 0,65% no mês (0,34 p.p. acima da taxa de outubro, 0,31%). A maior alta para o mês de novembro desde 2015 (que foi de 1,29%). A alta no índice foi puxada pelo aumento de carnes, energia elétrica e gás. O índice de novembro foi o maior do ano desde março, quando a inflação da Capital chegou a 0,70%. O levantamento divulgado nesta sexta-feira (6) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) aponta ainda que no acumulado no ano a variação foi positiva em 3,29% e nos últimos doze meses foi de 3,35%, acima dos 2,37% registrados nos 12 meses imediatamente anteriores. Entre os nove grupos de produtos e serviços pesquisados, seis tiveram alta em novembro, com destaque para o grupo Alimentação e bebidas, que apresentou a maior variação no índice do mês (1,83%), seguido de Despesas pessoais (0,85%), Habitação (0,82%), Transportes (0,29%), Saúde e cuidados pessoais (0,10%) e Educação (0,01%). Os grupos que ajudaram a reter o índice foram Vestuário, com deflação de 1,16%, seguido de Artigos de residência -0,36% e Comunicação -0,04%. O aumento do preço das carnes em 10,34% foi a principal influência na alta do grupo Alimentação e bebidas. A carne teve o maior impacto individual (0,22 p.p.) no IPCA de novembro. Com isso, a alimentação no domicílio, que havia registrado inflação de 1,09% em outubro, subiu para 2,38% em novembro. Entre as refuções, destacam-se a cebola (-12,94%), a batata-inglesa (-11,46%) e o tomate, que também recuou em 4,83%. Outro item que merece destaque é o preço da energia elétrica, que teve alta de 3,41% e incidiu sobre o grupo Habitação. O aumento é justificado pela mudança de bandeira tarifária de outubro para novembro. Em outubro, estava em vigor a bandeira amarela, com acréscimo de R$ 1,34 para cada 100 quilowatts-hora consumidos. Em novembro, passou a vigorar a bandeira vermelha patamar 1, cujo valor foi de R$ 4,169 a cada 100 quilowatts-hora. Já o gás de botijão sofreu alta de 0,46%, vale ressaltar que a Petrobras anunciou um reajuste de 4% no preço do botijão de 13 kg, nas refinarias, a partir do dia 27 de novembro. Os preços dos combustíveis registraram deflação de 0,04% neste mês, uma desaceleração em relação ao mês anterior, quando registrou inflação de 2,30%, especialmente por conta da gasolina, que variou -0,17% em novembro (diante da alta de 2,29% registrada em outubro). Por outro lado, o preço do etanol subiu 0,81%. Ainda em Transportes, destaca-se a queda nos preços das passagens aéreas (-1,68%) frente ao mês de outubro (a alta em outubro foi de 8,83%). O grupo Despesas pessoais (0,85%) apresentou a maior variação e o segundo maior impacto (0,13 p.p.) no IPCA de novembro, influenciado pela alta no item jogos de azar (24,35%), dados os reajustes nos preços das apostas, com vigência a partir de 10 de novembro. BRASIL A disparada nos preços das carnes fez a inflação oficial do País acelerar para 0,51% em novembro, após registrar alta 0,10% no mês anterior, conforme divulgado pelo IBGE hoje (6). Esse é o maior resultado para um mês de novembro desde 2015, quando o IPCA ficou em 1,01%. No acumulado do ano, a inflação registrou 3,12% e, nos últimos 12 meses, ficou em 3,27%. Em novembro de 2018, a taxa foi de -0,21%. Dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados, sete registraram alta em novembro, com destaque para despesas pessoais (1,24%), alimentação e bebidas (0,72%), e habitação, que passou de uma deflação de 0,61% em outubro para alta de 0,71% em novembro. Juntos, os três grupos corresponderam a cerca de 82% do IPCA de novembro. Entre os 16 locais pesquisados pelo IPCA, a maior variação ficou com São Luís (1,05%), por conta da alta nos preços da gasolina e das carnes. As regiões metropolitanas do Recife e de Aracaju registraram o menor índice (0,14%): no primeiro caso, em função da queda nos preços de alguns itens alimentícios, como a cebola, a batata-inglesa e as frutas; em Aracaju, além da queda da cebola, houve também redução nos preços do gás de botijão. Fonte: Correio do Estado

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