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Apoiadores de Bolsonaro se unem para fundar o Aliança pelo Brasil

Deputado federal está colhendo assinaturas para novo partido

09 de Janeiro de 2020
10:32
Foto: Câmara dos Deputados

Os apoiadores do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) em Mato Grosso do Sul estão unidos na busca por assinaturas para fundar a agremiação Aliança Pelo Brasil. Encabeçando a coleta de assinaturas está o deputado federal Luiz Ovando, que ainda é filiado ao PSL, ex-partido do presidente. De acordo com Luiz Ovando, diversas cidades do Estado têm simpatizantes e lideranças. A intenção do partido é realizar reuniões até o fim de janeiro e começo de fevereiro. “Há abrangente liderança em várias cidades do interior de Mato Grosso do Sul. Está indo muito bem. Já alcançamos a meta e o objetivo agora é triplicar o número de apoiamentos. Vamos intensificar as ações com reuniões em Campo Grande e em outras cidades até o fim do mês e início de fevereiro”. O parlamentar pediu desfiliação do PSL. Além de Ovando, outros 24 alegam justa causa para deixar o partido, entre eles Eduardo Bolsonaro, filho do presidente Jair Bolsonaro. Deixando a sigla, os políticos podem seguir com o presidente, que já deixou o partido, mas por ter um cargo no poder Executivo não correu o risco de perder o mandato. Ovando declarou que o motivo de pedir para sair da agremiação foi “basicamente por cerceamento de atividade política no Estado e por falta de transparência nas decisões partidárias, tanto políticas como econômicas”. Além de Luiz Ovando, o deputado estadual Coronel David, também do PSL, deve se unir ao colega na caminhada em busca de assinaturas. David está sendo avaliado pelo Conselho de Ética do PSL por ser considerado um aliado do presidente, e não do partido. A relação do deputado com a senadora e presidente da sigla no Estado, Soraya Thronicke, não é das melhores. Desde a campanha, Soraya registrou um boletim de ocorrência por ameça contra o então presidente e amigo de David, Rodolfo Nogueira. Quando eleita ela ficou como presidente do partido, porém a vaga estava prometida para David. O deputado alega que é excluído pela senadora das reuniões do partido. David é amigo do presidente Jair Bolsonaro e o principal apoiador do chefe do Executivo federal enquanto ele ainda era parlamentar. O coronel foi responsável por propagar o PSL em Mato Grosso do Sul e reunir apoiadores de Bolsonaro. O nome do deputado é o mais propício a disputar a Prefeitura Municipal de Campo Grande, caso Bolsonaro consiga fundar o partido até março. FILIADOS Um partido, para estar em pleno funcionamento, precisa conseguir cerca de 500 mil assinaturas de apoio em todo o País. De acordo com informações de bastidores, até o momento no Estado foram coletadas 1,4 mil. Fonte: Correio do Estado

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