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Trânsito mata menos e arrecada mais em Campo Grande

Arrecadação com multas aumentou pelo menos 10,5% no ano passado

10 de Janeiro de 2020
10:32
Foto: Álvaro Rezende / Correio do Estado

Apenas nos 10 primeiros meses de 2019, a arrecadação com as multas aplicadas pela Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran) nas ruas de Campo Grande teve um aumento de 10,5% em relação aos 12 meses de 2018. Isso foi motivado pela volta dos radares, que ficaram inativos por dois anos e retornaram à atividade no fim do ano retrasado. Ao mesmo tempo que a fiscalização eletrônica tornou-se mais abrangente, os acidentes e mortes em Campo Grande diminuíram, no comparativo entre o ano passado e 2018. De acordo com balanço da agência, em 2019, foram arrecadados R$ 14.901.233,04 com a aplicação de diversas multas. O mês em que houve a maior captação de recursos foi em outubro, quando a arrecadação chegou a R$ 2.359.536,10. O levantamento, porém, não mostra os dados de novembro e dezembro do ano passado. Já em 2018, a pasta recebeu R$ 13.327.753,89 durante os 12 meses do ano. Julho foi o mês em que a arrecadação foi maior, foram R$ 1.485.770,71 pela aplicação de 8.126 multas nas ruas de Campo Grande. Em relação à quantidade aplicada, o balanço só mostra os números até junho de 2019, quando foram impostos 40.842 procedimentos. Se comparado com o mesmo período de 2018, o valor também apresenta alta, dessa vez de 16,1%, já que nos seis primeiros meses daquele ano foram aplicadas 34.254 multas. Ao todo, Campo Grande tem 71 equipamentos em funcionamento que medem a velocidade dos condutores. Em alguns casos, o limite é de 30 quilômetros por hora e, em outros, chega a 50 quilômetros por hora. Os primeiros sete radares foram implantados em dezembro de 2018, conforme matéria do Correio do Estado de setembro do ano passado. Os radares e lombadas foram desligados em Campo Grande em dezembro de 2016 e os equipamentos mistos – que flagram tanto excesso de velocidade quanto avanço de sinal vermelho – estavam parados desde abril daquele ano. Isso ocorreu porque os aparelhos eram de responsabilidade da empresa Perkons, que teve seu contrato de manutenção encerrado. Na época, ela gerenciava 97 radares em toda a Capital. ACIDENTES Esse aumento na fiscalização, segundo o tenente-coronel Franco Alan da Silva Amorim, comandante do Batalhão de Polícia Militar de Trânsito (BPTran), refletiu na queda do número de mortes na Capital, no comparativo entre 2019 e 2018. De acordo com dados da Polícia de Trânsito, no ano passado foram 71 mortes, contra 87 em 2018, quando não havia a fiscalização eletrônica. No ano passado, o diretor-presidente da Agetran, Janine de Lima Bruno, chegou a afirmar que os óbitos aumentaram cerca de 25% durante o período em que os radares ficaram inoperantes. “Com certeza, a volta dos radares, aliada ao policiamento, propiciou a queda do número de mortos e também dos números de acidentes como um todo. Ano passado, passamos a usar drones na fiscalização e isso também colaborou”, comentou o comandante do BPTran. Segundo dados da corporação, em 2019, foram registrados 12.417 acidentes, com vítimas ou não, enquanto nos 12 meses anteriores foram 13.947 casos, uma redução de 10,9% de atendimentos tanto da polícia, quando do Juizado de Trânsito. Além da redução na quantidade total de acidentes, houve queda no número de sinistros com vítimas. Enquanto, em 2018, 5.039 pessoas se feriram em colisões na Capital, no ano passado o número ficou em 4.785. “Em nenhum lugar do planeta, apenas o uso da educação no trânsito surte efeito. Se não tiver radar, blitz e engenharia de trânsito, as pessoas não vão respeitar as leis de trânsito. A educação no trânsito é importante, mas só ela não resolve”, avalia Amorim. VIA MAIS PERIGOSA Pelo segundo ano consecutivo, a Avenida Afonso Pena foi a recordista em acidentes em Campo Grande. Do total de sinistros registrados no ano passado, 150 ocorreram na via, no ano anterior havia sido 174. Em segundo lugar em 2019, ficou a Avenida Duque de Caxias, com 133 casos, diferentemente do que ocorreu nos 12 meses anteriores, quando a posição ficou com a Avenida Guaicurus, com 156 registros. MULTAS As multas por excesso de velocidade possuem três valores diferentes de acordo com o limite de velocidade excedido, segundo estabelece o Código de Trânsito Brasileiro. Para excesso de velocidade em até 20%, o valor é de R$ 130,16. O excesso de velocidade entre 20% e 50% do limite imposto eleva o valor da multa para R$ 195,23. Para os casos acima de 50%, o custo fica em R$ 880,41. Essa última infração imputa na suspensão imediata da carteira de motorista do infrator. ESTUDOS TÉCNICOS A prefeitura, por meio de sua assessoria de imprensa, informou que a instalação de novos radares “ocorre mediante a realização de estudos técnicos que indiquem a necessidade”. Fonte: Correio do Estado

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