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Alimentação por sonda não dá certo e siamesas voltam à "dieta zero"

Estado de saúde continua grave e Maria Júlia e Luna Vitória seguem na UTI neonatal

18 de Janeiro de 2020
14:27
Foto: Valdenir Rezende/arquivo Correio do Estado

Médicos suspenderam a alimentação por sonda em uma das gêmeas que nasceram unidas pelo tórax e abdômen na Santa Casa de Campo Grande. Boletim médico divulgado neste sábado (18) diz que o quadro clínico de Maria Júlia e Luna Vitória continua grave, apesar de estável. As duas estão na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) neonatal respirando com ajuda de aparelhos. Segundo informações repassadas pela assessoria de imprensa do hospital, as irmãs recebiam os nutrientes diretamente na veia desde o nascimento devido à falta de condições para o progresso da dieta. Contudo, na semana passada uma delas foi escolhida para receber a dieta diretamente no sistema digestivo, mas não houve sucesso. O boletim atualizado informou também que as gêmeas continuam recebendo antibióticos. “Persistem também em processo de investigação diagnostica e não tem definição em relação a realização de procedimentos cirúrgicos”, diz o comunicado. HISTÓRIA A má-formação foi identificada ainda na gestação. Alice Aparecida Silva foi acompanhada de perto pela equipe da Santa Casa. O Hospital das Clínicas de São Paulo, que já atendeu maior quantidade de casos como esse, foi acionado. A mãe de Maria Júlia e Luna Vitória embarcaria para o estado vizinho para ter os bebês. Contudo, o parto acabou prematuro. Os médicos então lutam para mantê-las vivas e estáveis para que o desenvolvimento aconteça. Só depois que irão pensar na possível cirurgia de separação. EXPERIÊNCIA O caso das gêmeas já é raro, ainda mais na Santa Casa, que só atendeu outros três ao longo dos anos. Em uma das situações, os bebês nasceram em Três Lagoas, foram transferidos, mas faleceram no Pronto Socorro. Em outro, houve transferência para Goiânia para a cirurgia de separação, mas as crianças não resistiram. E somente no terceiro as meninas sobreviveram depois de separadas em São Paulo. Durante a gestação, ao tomar conhecimento do problema, a equipe acionou o Hospital das Clínicas da capital paulista, que já atendeu número maior de casos do tipo. A mãe de Maria Júlia e Luna Vitória estava prestes a ser transferida quando deu à luz prematuramente. Os médicos não descartam a possibilidade de convidar colegas que já se depararam com situações parecidas para ajudá-los a avaliar e lidar com as pacientes. Fonte: Correio do Estado

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