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Pesquisa aponta que 90% dos campo-grandenses almoçam em casa e consomem hortifrúti

Mais de 60% dos moradores da Capital gastam R$ 40 por compra de frutas, verduras e legumes

18 de Fevereiro de 2020
20:34
Arquivo/Correio do Estado

A maioria dos campo-grandenses, mais de 90% dos pesquisados consomem frutas, verduras e legumes, e mais de 90% deles almoçam em casa. É o que aponta o levantamento inédito sobre o comportamento de consumo dos produtos na Capital, realizado pelo Sebrae-MS e o Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento da Fecomércio-MS, divulgado nesta terça-feira (18). Ainda conforme o estudo, a maioria dos campo-grandenses, o equivalente a mais de 60%, gasta em média pelo menos R$ 40 por compra de hortifrúti. “É um valor bastante expressivo, gasto geralmente uma vez por semana”, afirma a economista da Fecomércio, Daniela Dias. Além do gasto médio, a pesquisa aponta que muitos consumidores não realizam um planejamento na hora de adquirir o hortifruti. Apenas 34% dos entrevistados sinalizaram fazer compras de maneira planejada e utilizando listas; 29% compram porque viram uma promoção, 22% compram de forma aleatória sem dia certo e 13% porque já estavam no local. Mais da metade dos consumidores, compra o hortifrúti às quintas-feiras, e 50% adquirem os alimentos uma vez na semana. Mais de 70% preferem ir ao supermercado, em segundo lugar, está o sacolão, e em terceiro, a feira. E, geralmente, a mulher vai às compras com base nos gostos da família. Em 48% dos lares, ela é a responsável, e em 61% dos casos, os outros integrantes influenciam na escolha dos produtos. Entre os 90% que almoçam em casa, a maioria compra dos supermercados menores, do supermercado de bairro, sacolão, entre outros, o que estimula os pequenos negócios. A analista do Sebrae/MS e economista, Vanessa Schimdt, diz que considerando o comportamento, os lojistas podem pensar em estratégias. "Os consumidores vão às compras toda semana porque preferem produtos frescos. A compra de hortifrútis ocorre mais por oportunidade do que uma ida ao supermercado para isso. O lojista pode aproveitar para fazer uma promoção ou chamar atenção para a parte visual, porque esse consumidor tende a consumir por impulso”, explicou. O consumo de hortifrúti pelos campo-grandenses está ligado a produtos de boa aparência. O estudo aponta que os dez fatores mais importantes na decisão de compra são, respectivamente: poder escolher pessoalmente os produtos; a durabilidade; a aparência; a textura; o cheiro; o preço; aspectos nutricionais; produto higienizado; orgânico; e alimento pré-preparado – descascado ou cortado, por exemplo. CONSUMO DE ORGÂNICOS De acordo com a analista do Sebrae, os empresários interessados em investir na venda de orgânicos devem considerar grupos específicos de consumo, já que a população da Capital em geral não atribui tanta importância para este critério. "É uma oportunidade para nichos específicos que preferem este tipo de produto. Preferem orgânicos: as mulheres, as pessoas com mais de 46 anos, as com ensino médio completo, pessoas casadas ou em união estável, pessoas com filhos e que não praticam exercícios físicos. Esses são os nichos que atribuem maior importância aos orgânicos”, disse Vanessa. Foram ouvidas 260 pessoas em agosto de 2019, em 14 bairros: Santa Fé, TV Morena, Coophatrabalho, Mata do Jacinto, Coronel Antonino, Monte Castelo, São Francisco, Santo Amaro, União, Coophavila II, Piratininga, Aero Rancho, Centenário, Moreninhas, Jardim Panamá e Parque do Lageado. Fonte: Correio do Estado

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