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Paulo Marinho será ouvido em inquérito que apura suposta interferência de Bolsonaro na PF

PGR pediu depoimento porque empresário disse que senador Flávio Bolsonaro, filho do presidente, soube com antecedência de operação da PF. Defesa do parlamentar nega acusação.

23 de Maio de 2020
17:21
Guito Moreto / Agencia O Globo

O empresário Paulo Marinho será ouvido no inquérito que apura se o presidente Jair Bolsonaro tentou interferir na Polícia Federal. A Procuradoria Geral da República (PGR) pediu o depoimento no último dia 17, e Paulo Marinho deverá ser ouvido por policiais e procuradores na próxima terça (26), na superintendência da PF no Rio de Janeiro. (CORREÇÃO: O G1 errou ao informar que o ministro Celso de Mello autorizou o depoimento. Na verdade, o pedido foi feito pela PGR, e a PF ouvirá o empresário. A informação foi corrigida às 13h23.) Um dos principais aliados de Bolsonaro na campanha eleitoral de 2018, Paulo Marinho disse ao jornal "Folha de S.Paulo" que o senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ), filho de Bolsonaro, foi avisado com antecedência por um delegado da PF sobre a deflagração da Operação Furna da Onça. A operação levou à prisão de diversos parlamentares do estado do Rio, em novembro de 2018. A defesa de Flávio Bolsonaro nega a acusação. O chefe do senador, Miguel Angelo Grillo, também será ouvido na quarta (27), na PF em Brasília. O inquérito no qual será incluído o depoimento do empresário foi aberto pelo ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal, em 27 de abril, a pedido da PGR. Três dias antes da abertura, em 24 de abril, o então ministro da Justiça, Sergio Moro, anunciou a demissão do cargo afirmando que Bolsonaro tentou interferir na PF ao demitir o então diretor-geral da corporação, Maurício Valeixo, e ao cobrar a troca do superintendente da Polícia Federal no Rio de Janeiro. Vídeo da reunião ministerial Segundo Moro, uma das provas da tentativa de interferência de Bolsonaro na PF é a gravação da reunião ministerial de 22 de abril. Nesta sexta (22), Celso de Mello retirou o sigilo do material, e o conteúdo se tornou público. Na reunião, Bolsonaro disse que gostaria de trocar a "segurança" no Rio de Janeiro e olhou para o então ministro da Justiça. Em depoimento, Sergio Moro disse que o presidente se referia à Superintendência da PF no estado. Bolsonaro, por sua vez, diz que se referia à segurança pessoal dele, não à Polícia Federal. Afirma também que a gravação da reunião mostra que ele não tentou interferir na corporação. A segurança do presidente e de familiares é feita pelo Gabinete de Segurança Institucional (GSI), não pela Polícia Federal. Como o Jornal Nacional mostrou, em vez de demitir o responsável pela segurança dele no Rio, o presidente promoveu o segurança. Fonte: G1

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