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Brasil tem 1 a cada 4 mortes por Covid nas Américas, e OMS diz que 'luta ideológica' não derrota o vírus

1 a cada 4 casos também está no Brasil. Diretor de emergências da entidade, Michael Ryan, alertou ainda que metade dos casos do mundo e quase metade das mortes está no continente americano. Levantamento feito por consórcio de veículos de imprensa aponta mais de 57,7 mil mortes no país, o equivalente a 11% do total mundial.

29 de Junho de 2020
14:44
Foto: Sergio Lima/AFP

1 a cada 4 mortes e por Covid-19 nas Américas ocorre em solo brasileiro, anunciou nesta segunda-feira (29) o diretor de emergências da Organização Mundial de Saúde (OMS), Michael Ryan. Segundo o diretor, 1 a cada 4 casos detectados no continente americano também é no Brasil. Metade dos casos e quase metade das mortes em todo o mundo está nas Américas, acrescentou Ryan. Os maiores números mundiais são de Estados Unidos e Brasil. "Não há dúvida de que o Brasil ainda está enfrentando um grande desafio. Continua a reportar mais de 30 mil casos por dia", lembrou o diretor de emergências. Segundo o levantamento feito pelo consórcio de veículos de imprensa, do qual o G1 faz parte, o Brasil tinha, às 13h desta segunda, 1,3 milhão de casos e 57.774 mortes causadas pelo novo coronavírus. O total equivale a 11% das mortes mundiais. "Há muitas situações desafiadoras no Brasil", continuou Ryan. "Existem áreas muito congestionadas e densamente habitadas nos centros urbanos com serviços precários, há pessoas vivendo em condições rurais que são difíceis de alcançar e atender. Seria bobagem subestimar o tamanho e a complexidade de um país enorme como o Brasil". O diretor de emergências lembrou que o Brasil tem uma longa história de combate a doenças infecciosas e de fabricação de vacinas. Ainda na resposta sobre o país, ele lembrou a necessidade de os países se unirem no combate ao vírus, e disse que a luta contra a pandemia não pode ser marcada por ideologias. "Essa é a dificuldade no desafio da unidade nacional contra o inimigo comum. Quando você escolhe a unidade nacional contra o inimigo comum, às vezes não consegue escolher quem o lidera nessa luta", afirmou Ryan. "Em muitas situações, os indivíduos e a sociedade têm que oferecer incentivo e apoio a um governo que pode não ser da nossa escolha", declarou. "Eu diria apenas da minha perspectiva pessoal que não podemos continuar permitindo que a luta contra esse vírus se torne e seja sustentada como uma luta ideológica", continuou Ryan. "Não pode ser, não podemos derrotar esse vírus com ideologias. Simplesmente não podemos". "E acho que todo mundo agora precisa dar um passo atrás. Todo mundo precisa olhar para o espelho e dizer: estou fazendo o suficiente. Todo político precisa se olhar no espelho e dizer: estou fazendo o suficiente para parar esse vírus. Acho que precisamos ter uma grande conversa sobre isso. E agora é a hora, porque não temos tempo a perder", concluiu. Fonte: G1

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