revistadestaque@terra.com.br
(67) 3384-4384

Família de adolescente que matou amiga com tiro acidental deixa condomínio e menina passa por acompanhamento psicológico

Advogado informou que a família ficará, temporariamente, na casa de amigos.

23 de Julho de 2020
18:41
Foto: Reprodução / TV Globo

A família da adolescente que atirou acidentalmente e matou Isabele Guimarães, de 14 anos, no dia 12 deste mês, deixou o condomínio de luxo onde ocorreu o caso, em Cuiabá. O advogado Rodrigo Pouso informou que a família ficará na casa de amigos temporariamente. Rodrigou disse ao G1 que, devido ao trauma, a adolescente, que tem a mesma idade de Isabele, passa por acompanhamento psicológico. “Houve uma fatalidade. Como a amiga da menina acabou falecendo dentro do banheiro, os filhos não conseguem voltar para casa. Estão sob orientação de psicólogo e psiquiatra para esperar um pouco esse retorno”, explicou. O advogado negou que o pai da menina esteja se escondendo para não ser intimado a prestar depoimento. “Ninguém está se ausentando. Já vamos nos dar por intimados nos autos. Ele está na casa de amigos aguardando um pouco, porque foi traumático”, afirmou. Depoimentos Na segunda-feira (20), a polícia ouviu o namorado da adolescente que atirou, de 16 anos. A arma que matou Isabele pertence ao pai dele. O menino teria levado o objeto para a família da namorada a pedido do pai. Em nota enviada à imprensa, o advogado do adolescente e do pai dele informou que ambos se colocaram à disposição das autoridades policiais e disponibilizaram, espontaneamente, imagens das câmeras de segurança da residência, prédio, além das senhas de celulares da família, bem como esclareceram todas as indagações formuladas pelas autoridades policiais. A mãe da vítima, Patrícia Ramos, prestou depoimento nessa terça-feira (21). Ela afirmou que estava em casa quando foi chamada pela mãe da menina. Segundo Patrícia, ao chegar na casa vizinha, encontrou a filha no banheiro, já sem vida. Vizinhos da família no condomínio também foram ouvidos nessa quarta-feira (22). Por também serem menores de idade, os depoimentos são sigilosos. Na tarde desta quinta-feira (23), a mãe da menina está sendo ouvida na delegacia. Prisão do pai O pai da adolescente que atirou tinha sete armas em casa. Ele também foi ouvido pela polícia um dia após o caso e chegou a ser preso por não ter documento de duas armas, mas foi liberado após pagar fiança de R$ 1 mil. O desembargador do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), Rondon Bassil Dower Filho, derrubou, nesse domingo (19), a decisão que determinou fiança de R$ 209 mil para o pai da adolescente. Entenda o caso A situação ocorreu por volta de 22h30 de domingo em um condomínio de luxo localizado no Bairro Jardim Itália. O advogado da família da adolescente que efetuou o disparo, Rodrigo Pouso, explicou que o pai da suspeita do tiro acidental estava na parte inferior e pediu para que a filha guardasse a arma no andar superior, onde estava Isabele. A adolescente pegou o case – uma maleta onde estavam duas armas – e subiu obedecendo ao pai. Apesar de estar guardada, a arma estava carregada. Segundo o advogado, uma das armas caiu no chão e a adolescente tentou pegar, mas se desequilibrou e o objeto acabou disparando. A menina negou que brincava com a arma ou que tentou mostrar o objeto para a amiga. Praticante de tiro As duas famílias, a da adolescente que disparou, e a do namorado dela praticam tiro esportivo. A Federação de Tiro de Mato Grosso (FTMT) disse que a adolescente que matou a amiga é praticante de tiro esportivo há pelo menos três anos. Segundo a federação, o pai e a menina participavam das aulas e de campeonatos há três anos. Os nomes deles constam nos grupos, chamados 'squads', que participavam das competições da FTMT. Outros membros da família também participavam desses grupos e praticam o esporte. O advogado da família contestou a informação e afirmou que a adolescente praticava o esporte há apenas três meses. Fonte: G1

Matéria não encontrada!