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Governo do Líbano declara emergência e põe responsáveis pelo porto de Beirute em prisão domiciliar

Mega explosão deixou mais de uma centena de mortos e ao menos cinco mil feridos, segundo o Ministério da Saúde do país que segue com a busca de desaparecidos.

05 de Agosto de 2020
18:28
Foto: Hussein Malla/AP

O governo do Líbano decidiu nesta quarta-feira (5) colocar todos os funcionários responsáveis pelo porto de Beirute desde 2014 em prisão domiciliar. É uma das ações em resposta à explosão do armazém na região portuária da capital do país que aconteceu na terça-feira (4). O Líbano declarou estado de emergência de duas semanas, nesse período a segurança do país fica à cargo do Exército. Em entrevista a uma rede local de televisão, o ministro da Saúde, Hamad Hassan, disse que há cerca de 5 mil feridos e ao menos 135 mortos. O governo local informou também que 250 mil pessoas estão desabrigadas, porque tiveram suas casas transformadas em escombros após a explosão. A suspeita é que ela tenha partido de um armazém onde se guardava material com potencial explosivo. O Exército libanês vai supervisionar a prisão dos funcionários até que se identifique quem deixou 2.750 toneladas de nitrato de amônio por seis anos em um depósito. Não está claro quantas pessoas foram presas nesta quinta e qual cargo ocupavam dentro da autoridade portuária. Busca por desaparecidos A estimativa inicial do governo é que a explosão causou danos de entre US$ 3 bilhões (R$ 15,9 bilhões) a US$ 5 bilhões (R$ 26,5 bilhões). O Banco Mundial se pronunciou e disse que está aberto aos parceiros do Líbano para mobilizar apoio financeiro para a reconstrução. Equipes de resgate seguem com as buscas de desaparecidos após a enorme explosão. Nesta quarta, ainda há fumaça saindo da região portuária. As principais ruas do centro da cidade amanheceram cheias de escombros, com as fachadas dos edifícios destruídas e veículos danificados. Imagens de drones mostram que a explosão atingiu silos de trigo que ficavam no porto. Estimativas iniciais indicam que cerca de 85% dos grãos do país, que são majoritariamente importados, estavam armazenados nos armazéns que foram destruídos. Ainda não se sabe o que levou à explosão, mas a suspeita é que tenha acontecido após um incêndio em um depósito de fogos de artifício ter atingido um galpão que guardava grandes quantidades de nitrato de amônio, composto geralmente usado como fertilizante. O primeiro-ministro, Hassan Diab, disse em um pronunciamento horas após o acontecido que "era inadmissível que um carregamento de nitrato de amônio, estimado em 2.750 toneladas, estivesse em um armazém por seis anos, sem a segurança necessária". O nitrato de amônio é um sal e sua forma mais comum é granulada, como um pó branco. Sozinho, ele tem baixo potencial explosivo, mas quando aquecido, pode ser perigoso. A partir de 210 °C, decompõe-se e, se a temperatura aumentar para além de 290 °C, a reação se torna explosiva. Um incêndio, tubos superaquecidos, fiação defeituosa ou relâmpagos podem ser suficientes para desencadear tal reação em cadeia. Fonte: G1

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