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Governo de SP adia reabertura das escolas para 7 de outubro

Cidades que estiverem na fase amarela há 28 dias poderão reabrir escolas no dia 8 de setembro para reforço escolar. Mudanças nas regras foram anunciadas nesta sexta (7) pelo governador João Doria.

07 de Agosto de 2020
21:58
Foto: Felipe Rau/Estadão Conteúdo

O governo de São Paulo adiou a reabertura das escolas públicas e privadas no estado para o dia 7 de outubro. O anúncio foi feito pelo governador João Doria (PSDB), em coletiva de imprensa no Palácio dos Bandeirantes, no início da tarde desta sexta-feira (7). "A data foi adiada para 7 de outubro por recomendação do Centro de Contingência do Coronavírus para garantir uma margem de segurança ainda maior para as crianças, adolescentes, professores, gestores e profissionais da rede pública e privada de ensino e, obviamente, para os seus familiares", disse Doria. Entretanto, de acordo com o governador, as escolas públicas e privadas de regiões que estão na fase amarela do plano de flexibilização econômica há 28 dias, e desejarem, poderão antecipar a reabertura para reforço escolar e atividades opcionais a partir do dia 8 de setembro. Resumo dos anúncios: Reabertura das escolas é adiada para o dia 7 de outubro. Escolas privadas e públicas de cidades que estiverem na fase amarela há 28 dias poderão abrir espaços para reforço e atividades opcionais a partir do dia 8 de setembro. "A escolha de reabertura para atividades opcionais e reforço a partir de 8 de setembro é uma decisão que cada escola deve tomar através de um processo de consulta que envolve a comunidade escolar, pais, estudantes e educadores", defendeu o governador. Ainda de acordo com Doria, as instituições deverão respeitar o limite do número de alunos em sala de aula e os protocolos sanitários. "O retorno escolar é importante, não somente pelo aspecto educacional, mas também pela questão social e de segurança alimentar", defendeu Doria. Cronograma Durante a coletiva, o secretário estadual de Educação, Rossieli Soares, apresentou a atualização do plano de retorno às aulas. Ele defendeu o adiamento e disse que o estado está preparando as escolas para que possam receber os alunos em segurança na nova data programada. Até o início de outubro, as instituições vão receber máscaras de tecido, face shields, termômetros a laser, totem de álcool em gel, sabonete líquido, copos descartáveis, álcool em gel e papel toalha. Pela nova regra, as escolas que estiverem em regiões estabilizadas na fase amarela há 28 dias poderão reabrir no dia 8 de setembro para oferecer apoio para recuperação, reforço, tutoria e atividades esportivas. O secretário da Educação também afirmou que os municípios terão autonomia de determinar as regras de reabertura da rede escolar das cidades a partir de 7 de outubro. "No âmbito do governo do estado, cada município vai poder ser mais restritivo conforme desejar, é a mesma regra das demais áreas que a educação também segue. Uma regra é que escolas estaduais não podem interferir em municipais e municipais nas estaduais. Por isso o decreto fala de recomendação aos municípios, STF fala que não pode ter intervenção em atividades diretas realizadas por outro ente federado. Eles não podem proibir as atividades estaduais mas a recomendação é que a gente trabalhe sempre em conjunto", disse o secretário de Educação. A reabertura deverá observar regras de distanciamento e capacidade, limitada a 35% para educação infantil e fundamental nos anos iniciais, e 20% para Ensino Médio e anos finais. "A ideia é que priorize o atendimento aos alunos que mais precisam. A desigualdade social, tem aluno que não tem equipamento, outras dificuldades ou que tem os equipamentos, mas não se adapta a essa metodologia. A aula continua no centro de mídia. Quando a escola entender que determinadas atividades são importantes pela saúde mental, motivação dos alunos", explicou o secretário. Histórico e classificação No final de junho, quando divulgou a proposta de reabertura das escolas, o governo descartou a regionalização e anunciou plano unificado para todo o sistema de ensino. Porém, o retorno só seria possível se o estado estivesse na fase amarela do plano de flexibilização da economia há 28 dias. Tal condição acabou sendo alterada em decreto pelo governo posteriormente, e a regra que passou a valer fraciona a meta. Nos primeiros 14 dias, 80% da população do estado deve estar na fase amarela e nos outros 14, 100%. Embora o governo defenda que o estado tenha atingido valor superior ao estabelecido, com 86% da população na fase amarela, conforme apresentado nesta sexta na recalibragem da classificação das regiões, a gestão estadual decidiu seguir a recomendação do comitê de saúde e adiar o retorno para outubro. Divergências Desde o primeiro anúncio, a definição da data tem gerado debate. O setor privado, que chegou a cobrar antecipação da data, também diverge sobre o melhor momento para o retorno. Na rede pública, escolas estaduais começaram a enviar às famílias um termo para que os pais se responsabilizem caso os filhos se contaminem com a Covid-19 após a retomada das aulas, com a justificativa de que “o vírus circula por todo o mundo e não somente na escola”. Fonte: G1

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