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Por trás da dança, FitDance impôs rotina de pressões e ameaças, dizem ex-membros

Por trás da dança, FitDance impôs rotina de pressões e ameaças, dizem ex-membros

07 de Agosto de 2020
10:00
Foto: Celso Tavares/G1

Por trás dos sorrisos em vídeos de dança e dos posts animados no Instagram, ex-integrantes do FitDance narram uma rotina de pressões e constrangimentos na empresa. A mais conhecida plataforma brasileira de dança da internet, que atua também em academias, está no centro de uma onda de acusações de irregularidades trabalhistas desde a saída de um de seus membros mais antigos, o ex-BBB Diogo Pretto. Ao anunciar a despedida, Diogo publicou um longo desabafo, criticando a empresa e um de seus fundadores, Fabio Duarte, conhecido como “Big Boss”, mas a quem o dançarino chamou de “ex-amigo”. “Eu estava ficando doente em casa, não estava mais aguentando”, diz Diogo sobre o período em que fez parte do grupo, no vídeo publicado no Instagram. Outros bailarinos, que também se desligaram da plataforma nos últimos anos, falaram ao G1 sobre casos em que o FitDance, segundo eles, coagiu integrantes a trabalharem sem remuneração, assumiu o controle sobre suas redes sociais e contratos externos e constrangeu dançarinos com punições e ameaças. Casos na Justiça Desde Lorena Improta, que deixou a empresa em 2016, o FitDance perdeu pelo menos outros sete de seus dançarinos mais conhecidos, a maioria de forma não amigável. No ano passado, o casal Juliana Paiva (1,3 milhão de seguidores no Instagram) e Dam Fernandes (704 mil) deu adeus ao grupo, por considerar que a empresa descumpriu cláusulas dos contratos assinados com os dois. Logo depois, eles contam, foram processados pelo FitDance, que quer impedir que o casal exerça atividades relacionadas à dança e trabalhos artísticos pelo período de dois anos, além do pagamento de multa por quebra de contrato. Os pedidos foram, inicialmente, negados pela Justiça, mas as ações continuam em andamento. “Existem contratos que proíbem o trabalhador de prestar serviço para determinadas empresas por algum período, depois do desligamento. Mas, nesses casos, deve haver um ressarcimento, uma remuneração ao profissional durante esse tempo”, explica o advogado trabalhista Vitor Hugo de Almeida. Correm, em sigilo, pelo menos três processos trabalhistas abertos por ex-prestadores de serviço contra a FitDance ou a Califórnia Filmes. As duas empresas são administradas por Fabio e o irmão, Bruno, e atuam em conjunto na produção de vídeos e clipes musicais. Controle das redes sociais O grupo de bailarinos que participa das gravações de coreografias, clipes e eventos do FitDance é chamado de Equipe Show. Com a visibilidade gerada pelos trabalhos, vários ganham status de influenciadores nas redes sociais. Ex-membros do time contam que eram contratados como prestadores de serviço, sem carteira assinada, e remunerados por ação feita para a empresa. Mesmo assim, segundo eles, o FitDance monitorava todos os contratos externos de seus integrantes, o que é considerado irregular nesse tipo de vínculo. “Ainda que exista uma cláusula de exclusividade, ela só é válida se o trabalho feito externamente afetar diretamente o serviço previsto em contrato”, diz o advogado trabalhista. Fonte: G1

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