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Deputado Ricardo Barros, do Centrão, anuncia que será novo líder do governo na Câmara

Ex-ministro da Saúde e deputado pelo Progressistas, Barros afirma que troca será oficializada na próxima terça. Hoje, cargo é ocupado por Vitor Hugo (PSL-GO).

12 de Agosto de 2020
19:03
Foto: Divulgação/Governo Federal

O deputado Ricardo Barros (PP-PR) afirmou nesta quarta-feira (12), em rede social, que será nomeado novo líder do governo Jair Bolsonaro na Câmara dos Deputados. Ao G1, Barros afirmou que a indicação deve ser oficializada na próxima terça (18), com a publicação do nome no "Diário Oficial da União". Ligado ao Centrão, Barros deve substituir o atual líder do governo, Vitor Hugo (PSL-GO). Na postagem em rede social, Ricardo Barros agradeceu ao presidente Jair Bolsonaro “pela confiança do convite”. “Agradeço ao presidente Jair Bolsonaro pela confiança do convite para assumir a liderança do governo na Câmara dos Deputados com a responsabilidade de continuar o bom trabalho do Líder Vitor Hugo, de quem certamente terei colaboração. Deus me ilumine nesta missão”, escreveu. Ricardo Barros foi ministro da Saúde no governo Michel Temer e deixou o cargo para disputar as eleições de 2018, quando foi reeleito deputado federal. Também em uma rede social, Vitor Hugo agradeceu "pela confiança" depositada pelo presidente Bolsonaro em 19 meses à frente da liderança "Muitos desafios superados e grande amadurecimento. Desejo toda sorte ao novo líder Ricardo Barros, que contará com meu total apoio", escreveu. Centrão e governo Desde abril, o presidente Jair Bolsonaro tem se aproximado dos partidos do chamado Centrão, um bloco informal na Câmara dos Deputados que reúne parlamentares de legendas de centro e centro-direita. A escolha de um deputado do grupo para a liderança do governo consolida essa proximidade, já que caberá a Ricardo Barros orientar votações em plenário em concordância com a posição do Planalto. O Centrão é menos conhecido por suas bandeiras e mais pela característica de se aliar a governos diferentes, independentemente da ideologia. Com o apoio dessa bancada, o governo consegue formar maioria para aprovar projetos de interesse do Executivo no plenário da Câmara – assim como rejeitar "pautas-bomba" ou temas de interesse da oposição. Em troca, a negociação costuma envolver a cessão de cargos no governo aos partidos, que podem indicar aliados para ministérios, estatais ou órgãos federais nos estados. Mudanças na vice-liderança Pelo regimento da Câmara, o presidente da República pode indicar até 15 vice-líderes de governo na Casa. Atualmente, são 14 deputados na função. Recentemente, o governo estabeleceu trocas no cargo e, em algumas delas, afastou apoiadores da ala mais radical. Um dia após a votação da PEC do Fundeb, por exemplo, a deputada Bia Kicis (PSL-DF) foi retirada do cargo. A parlamentar votou contra a renovação do fundo, enquanto Bolsonaro afirmou que o governo mostrou "responsabilidade" ao, segundo ele, apoiar a proposta. No início de julho, o Planalto fez quatro trocas na vice-liderança, entre elas a do deputado Otoni de Paula (PSC-RJ), que deixou o cargo. Sua saída aconteceu em meio à repercussão de um vídeo publicado pelo parlamentar nas redes sociais, em que ataca o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. Daniel Silveira (PSL-RJ), um dos parlamentares que teve a quebra de sigilo determinada pelo STF, também deixou a função na ocasião, além de Carlos Henrique Amorim (DEM-TO) e José Alves Rocha (PL-BA). Ocuparam os cargos os deputados Diego Garcia (PODE-PR), Carla Zambelli (PSL-SP), Aluísio Mendes (PSC-MA) e Maurício Dziedricki (PTB-RS). Em maio, o deputado Evair Vieira de Melo (PP-ES) entrou na vice-liderança no lugar de Herculano Castilho Passos Junior (MDB-SP). Fonte: G1

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