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EUA proibirão downloads de TikTok e uso do WeChat a partir de domingo

Quem já tem o TikTok instalado poderá continuar a usar. Negociações entre a ByteDance, dona do app de vídeos, e a Oracle ainda precisam de aprovações da China e dos EUA.

18 de Setembro de 2020
22:16
Foto: Divulgação

O departamento de Comércio dos Estados Unidos anunciou nesta sexta-feira (18) que proibirá, a partir deste domingo (20), o download do aplicativo de vídeos TikTok e o uso do aplicativo de mensagens WeChat no país. O governo de Donald Trump alega ameaças à segurança nacional. Quem tem o TikTok instalado poderá continuar a usar o app normalmente, mas atualizações pelas lojas de aplicativos estarão restritas. A restrição para o WeChat, espécie de WhatsApp chinês, é mais abrangente e inclui "qualquer provisão de hospedagem de internet que habilite o funcionamento ou otimização do aplicativo nos EUA". Essa limitação passará a valer para o TikTok em 12 de novembro, caso um acordo entre a sua desenvolvedora e a empresa americana Oracle não seja aprovado por Trump. Atualmente, o TikTok tem cerca de 100 milhões de usuários nos EUA e, o WeChat, 19 milhões. Justificativa dos EUA "O Partido Comunista da China mostrou que tem os meios e a intenção de usar esses aplicativos para ameaçar a segurança nacional, a política externa e a economia dos Estados Unidos", disse o departamento americano em um comunicado. O comunicado diz ainda que, embora as ameaças dos dois aplicativos sejam diferentes, elas guardam semelhanças que criam "riscos inaceitáveis" para a segurança nacional. "Cada um coleta vastas faixas de dados de usuários, incluindo atividade de rede, dados de localização e históricos de navegação e pesquisa. Cada um é um participante ativo na fusão civil-militar da China e está sujeito à cooperação obrigatória com os serviços de inteligência do PCCh (Partido Comunista da China)", aponta o comunicado. Parte da coleta de dados do TikTok é equivalente à de outras redes sociais que buscam informações sobre seus usuários, como o Facebook, Instagram e LinkedIn. As redes sociais americanas são restritas na China. Acordo entre TikTok e Oracle precisa de aprovação Em agosto, Trump emitiu uma ordem executiva que proibia 'qualquer transação por qualquer pessoa, ou com relação a qualquer propriedade, sujeita à jurisdição dos Estados Unidos' com a ByteDance, desenvolvedora do TikTok, e com a Tencent, dona do WeChat. O presidente dos EUA ameaçou proibir o TikTok caso ele não fosse vendido para uma empresa americana até meados de setembro. Na última segunda-feira (14), TikTok e Oracle anunciaram que fecharam uma "parceria tecnológica" para que o popular aplicativo de vídeos, com cerca 800 milhões de usuários ativos ao redor do mundo, continue de pé nos Estados Unidos. A proposta visa tornar o TikTok Global uma empresa com sede nos EUA. O acordo, no entanto, ainda espera o crivo dos EUA. Em uma coletiva de imprensa na sexta-feira (18), após o anúncio das restrições de download, Donald Trump disse que um acordo poderia "andar rapidamente" e disse que há "ótimas opções para um acordo". A China também precisará aprovar o acordo proposto pela ByteDance com a Oracle por seu aplicativo TikTok, disse a empresa chinesa. A informação indica que sua oferta para evitar uma proibição nos Estados Unidos pode ser mais dificultada. A Oracle não é muito popular entre os consumidores, mas foi fundada em 1970 e é referência em soluções corporativas. Atualmente, a empresa oferece soluções de gerenciamento de bancos de dados e servidores para empresas, escolas e instituições governamentais. A Oracle também atua na infraestrutura de servidores na nuvem e na área de inteligência artificial, mas essas são empreitadas mais recentes. No anúncio da "parceria tecnológica" entre ByteDance e a Oracle, a companhia americana disse que será uma "provedora confiável de tecnologia". Na prática, ela deve assumir o gerenciamento dos dados de usuários do aplicativo nos EUA e não deve ter acesso a tecnologias da ByteDance, como o algoritmo que rege a exibição de conteúdos no TikTok. Fonte: G1

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