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Restrições são retomadas em países da Europa para conter aumento nos casos de coronavírus

Países temem uma possível segunda onda de infecções da Covid-19; continente chegou a ser considerado o epicentro da pandemia de Covid-19 entre março e abril.

18 de Setembro de 2020
18:41
Foto: Manu Fernandez/AP

Países da União Europeia voltaram a decretar medidas de distanciamento social e restrições de deslocamento para conter um novo avanço da pandemia de Covid-19 na região. Nesta sexta-feira (18), a capital da Espanha decretou o bloqueio em zonas que abrigam 13% da população de Madri. No sul da França, a cidade de Nice voltou a proibir reuniões de mais de 10 pessoas em espaços públicos. A Dinamarca e a Grécia já oficializaram também a imposição de limite de pessoas em reuniões, fechamento de bares e o aumento nas restrições em áreas mais afetadas. No sentido contrário, o governo da Itália anunciou que, a partir do próximo domingo, as competições esportivas ao ar livre poderão receber até 1 mil espectadores. Fora do bloco europeu, o primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, reconheceu que uma segunda onda de contágios pelo coronavírus é inevitável, mas procura não falar em um novo lockdown – fechamento total do país. A Organização Mundial da Saúde (OMS) expressou preocupação nesta quinta-feira (17) com a aceleração da pandemia na Europa em setembro. No dia 11, segundo a entidade, o continente alcançou um recorde diário de casos, com 54 mil registros em 24 horas. Epicentro da pandemia da Covid-19 na Espanha, o governo de Madri anunciou que, a partir da próxima segunda (21), moradores de algumas áreas da capital terão restrições de mobilidade. A medida afeta cerca de 13% da população da capital. Os moradores destas zonas poderão sair de seus bairros apenas para tratar de "questões básicas", como trabalhar, ir ao médico, ou levar os filhos à escola. Além disso, reuniões estarão limitadas a um máximo de seis pessoas. A Espanha em mais de 640 mil casos confirmados de Covid-19. A cidade de Nice, na Riviera Francesa, vai proibir as reuniões de mais de 10 pessoas em espaços públicos. A medida tenta conter uma alta no número de infecções por Covid-19 na região. A cidade tem uma incidência 3 vezes maior que a do resto do país – com 150 casos por 100 mil habitantes. Apenas nas últimas 24 horas, a França registrou um recorde de 13.201 casos novos confirmados de coronavírus, de acordo com o Ministério da Saúde. Essa foi a contagem diária mais alta do país desde o início da pandemia. O novo coronavírus está em aceleração em todo o Reino Unido, com as internações por Covid-19 dobrando a cada oito dias, disse nessa sexta o ministro da Saúde britânico, Matt Hancock. Ele não confirmou, no entanto, se outra quarentena nacional será imposta no próximo mês. O primeiro-ministro, Boris Johnson, afirmou que uma segunda onda de contágios de coronavírus é inevitável, mas disse que não quer decretar uma nova quarentena, e que há estudos sobre todas as possibilidades. O Reino Unido tem o 5º maior número de mortes provocadas pelo novo coronavírus do mundo, atrás de Estados Unidos, Brasil, Índia e México, de acordo com dados da universidade americana Johns Hopkins. Dinamarca e Grécia Na Dinamarca, a primeira-ministra Mette Frederiksen decretou que o limite de pessoas em reuniões públicas vai ser reduzido de 100 para 50 pessoas. Além disso, bares e restaurantes fecharão mais cedo. Na sexta-feira, o país registrou 454 novas infecções, número próximo ao recorde de 473 em abril. Na Grécia, que saiu praticamente ilesa da primeira onda de Covid-19 que atingiu a Europa em março e abril, o primeiro-ministro Kyriakos Mitsotakis disse que o governo está pronto para apertar as restrições na área da grande Atenas à medida que os casos se acelerassem. Itália Diferente dos outros países da região, a Itália já anunciou a volta de competições esportivas com torcida de até 1 mil pessoas. A medida passa a valer a partir de domingo, às vésperas do início da nova temporada do futebol. A Itália, que no fim de agosto registrou o maior número de novas infecções por Covid-19 desde maio, reabriu a maioria das escolas na segunda-feira (14). O país registra 293 mil casos totais e 35,6 mil mortos pela doença. Fonte: G1

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