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Manifestantes fazem ato em SP pedindo justiça para João Alberto durante 17ª Marcha da Consciência Negra

João Alberto morreu nesta quinta (19), após ser espancado por seguranças de um supermercado da rede Carrefour em Porto Alegre. Os manifestantes se concentraram no vão do Masp e devem se dirigir à unidade da rede varejista da Avenida Brigadeiro Luís Antônio, na Zona Sul de SP.

20 de Novembro de 2020
18:32
Foto: LEO ORESTES/FRAMEPHOTO/ESTADÃO CONTEÚDO

Manifestantes se reúnem na tarde desta sexta-feira (20) no vão do Museu de Arte de São Paulo (Masp), na Avenida Paulista, para a realização da 17º Marcha da Consciência Negra, onde pedem também justiça para João Alberto, o homem negro que morreu após ser espancado por seguranças de um supermercado da rede Carrefour em Porto Alegre na noite desta quinta-feira (19). A manifestação começou por volta das 16h. Os manifestantes devem se dirigir à unidade do Carrefour da Rua Pamplona, no bairro dos Jardins, região central de São Paulo. A manifestação foi convocada por organizações do movimento negro e tem o tema Vidas Negras Importam. O ato na capital paulista também pede justiça pela vereadora Marielle Franco (PSOL), assassinada no Rio de Janeiro em março de 2018, além de lembrar a violência sofrida pela população negra nas periferias do Brasil. Crime em Porto Alegre Homem negro de 40 anos, João Alberto Silveira Freitas foi espancado e morto por dois homens brancos da capital gaúcha na véspera do Dia da Consciência Negra, comemorado nesta sexta (20). O espancamento foi filmado por testemunhas. Os dois suspeitos foram presos em flagrante. O policial militar Giovani Gaspar da Silva, de 24 anos, foi levado para um presídio militar. Magno Braz Borges, de 30 anos, segurança da loja, está em um prédio da Polícia Civil. A investigação trata o crime como homicídio qualificado. Um amigo de João Alberto disse que testemunhou a agressão e viu quando a vítima "gritava que não conseguia respirar", enquanto os seguranças o agrediam. "Aquele vídeo ali, cara, mostra toda a agressão que ele teve antes de vir a óbito. Além de agredirem ele, deram um mata-leão nele, asfixiaram ele, pessoal pedindo para largarem ele, para deixar ele pra respirar, porque ele gritava que não conseguia respirar, eles não largaram, quando largaram ele já estava roxo, já estava sem respirar", diz Paulão Paquetá, amigo da vítima. Paulão mora no mesmo bairro que João Alberto. Ele diz que foi ao supermercado para fazer compras e, ao chegar, viu o amigo sendo agredido. Fonte: G1

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